sexta-feira, 3 de maio de 2013

Aprender com a Diferença - Primeiro texto de opinião


A aprendizagem é um direito que todos os cidadãos deveriam usufruir. Porém, aprender a ler, a escrever e a fazer cálculos matemáticos, muita das vezes, torna-se difícil para crianças com necessidades especiais. 
Em Portugal, ao longo dos anos, a procura por um ensino especial para crianças com problemas motores ou com paralisias tem vindo a aumentar, o que me leva a concluir que se encara a diferença com uma outra visão, isto é, os portugueses têm vindo a aceitar que todas as pessoas podem aprender, embora com ritmos diferentes. Contudo, apesar dos esforços para que todas as pessoas "diferentes" tenham as mesmas oportunidades de aprendizagem, nem sempre tal acontece. Com efeito, as crianças com deficiência necessitam de professores especializados, salas de aula apropriadas, bem como materiais didácticos dispendiosos,para que o seu desenvolvimento escolar seja realmente satisfatório. Acrescente-se que, para além destas dificuldades, uma criança com deficiência nem sempre é aceite no meio escolar. Este ponto leva-nos ao tema da aceitação da diferença por parte dos colegas. É aqui que, na minha opinião, pais, professores, auxiliares e a sociedade em geral deveria interferir mais. Não esqueçamos que a criança faz aquilo que vê o adulto fazer! 
Concluo, realçando que devemos investir mais na formação das crianças e dos jovens com deficiência  Afinal, actualmente, muitos jovens adultos com deficiências motoras e com paralisias são pessoas formadas, e algumas integradas no meio laboral, o que nos deveria encher de ORGULHO! 

Texto de opinião escrito para a secção Damianus, do Jornal Nova Verdade, Alenquer, 2011 

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